Blogues são sites pessoais e/ou colectivos em que se criam e publicam mensagens, com facilidade e frequência (estilo notícias). As mensagens (diários ou especiaizadas por assunto) estão organizadas de forma cronológica (post), destando-se a(s) mais recente(s). Possuem funcionalidades como: comentários, arquivo e podem associar um sem número de virtualidades da Web 2.0.
Insere-se na óptica da Web 2.0 por ser uma ferramenta social, interactiva.
Quais serão então as potencialidades do Blogue na educação?
Fazendo um pequeno comentário ao texto de Maria João Gomes - Blogues: um recurso e uma estratégia pedagógica, apraz-me dizer:
- um blogue enquanto recurso pedagógico (espaço de acesso à informação especializada ou espaço de disponibilização de informação por parte do professor/biblioteca) parece não ser muito diferente de um dossier com informação e referências bibliográficas;
- este blogue-recurso pode, porventura, evoluir no sentido social e interactivo se integrar grupos de intervenientes – co-autoria (pares, técnicos, alunos) que permitam leituras transversais e/ou diferenciadas e se tiver em consideração os comentários feitos pelos alunos;
- um blogue enquanto estratégia (portefólio digital, espaço de intercâmbio e colaboração entre escolas, como espaço de debate, como espaço de integração) ao privilegiar uma construção colectiva do conhecimento é, de facto, uma (r)evolução na educação.
No entanto, esta forma da Web 2.0 revela algumas limitações nas escolas: desconhecimento por parte de alunos e professores desta nova forma de trabalho; tempo dispendido para construção do conhecimento (planeamento e realização); tempo dispendido no controle e avaliação do trabalho realizado; inexistência de recursos tecnológicos nas salas de aula e/ou em casa (se estas estratégias generalizassem, as bibliotecas não seriam suficientes).
Nas bibliotecas as potencialidas enumeradas no documento do curso - Potencialidades do Blogue na educação (para edição de notícias e eventos, para criação de grupos de discussão sobre livros e leituras, para produção de web-bibliografias, para facilitar a comunicação entre a equipa, professores, alunos, pais; para edição de serviços de alerta, como ferramenta de marketing da organização) são, de facto, muito evidentes e importantes. No entanto, restam-me algumas dúvidas sobre a capacidade de fazer gerar interactividade: quantos blogues conheço, muito interessantes e actualizados, em que o número de comentários ao post é 0? Será que falhou a capacidade de marketing? Será que ainda estamos longe desses hábitos de interacção social? Será que tememos não estar à altura da reflexão do autor do post? E os alunos, tão habituados a interagir desta forma, porque o não fazem, ou quando o fazem é apenas para “agradar” ao professor? Temos de (re)inventar a interactividde, a construção colectiva da comunidade de utilizadores virtuais.
Insere-se na óptica da Web 2.0 por ser uma ferramenta social, interactiva.
Quais serão então as potencialidades do Blogue na educação?
Fazendo um pequeno comentário ao texto de Maria João Gomes - Blogues: um recurso e uma estratégia pedagógica, apraz-me dizer:
- um blogue enquanto recurso pedagógico (espaço de acesso à informação especializada ou espaço de disponibilização de informação por parte do professor/biblioteca) parece não ser muito diferente de um dossier com informação e referências bibliográficas;
- este blogue-recurso pode, porventura, evoluir no sentido social e interactivo se integrar grupos de intervenientes – co-autoria (pares, técnicos, alunos) que permitam leituras transversais e/ou diferenciadas e se tiver em consideração os comentários feitos pelos alunos;
- um blogue enquanto estratégia (portefólio digital, espaço de intercâmbio e colaboração entre escolas, como espaço de debate, como espaço de integração) ao privilegiar uma construção colectiva do conhecimento é, de facto, uma (r)evolução na educação.
No entanto, esta forma da Web 2.0 revela algumas limitações nas escolas: desconhecimento por parte de alunos e professores desta nova forma de trabalho; tempo dispendido para construção do conhecimento (planeamento e realização); tempo dispendido no controle e avaliação do trabalho realizado; inexistência de recursos tecnológicos nas salas de aula e/ou em casa (se estas estratégias generalizassem, as bibliotecas não seriam suficientes).
Nas bibliotecas as potencialidas enumeradas no documento do curso - Potencialidades do Blogue na educação (para edição de notícias e eventos, para criação de grupos de discussão sobre livros e leituras, para produção de web-bibliografias, para facilitar a comunicação entre a equipa, professores, alunos, pais; para edição de serviços de alerta, como ferramenta de marketing da organização) são, de facto, muito evidentes e importantes. No entanto, restam-me algumas dúvidas sobre a capacidade de fazer gerar interactividade: quantos blogues conheço, muito interessantes e actualizados, em que o número de comentários ao post é 0? Será que falhou a capacidade de marketing? Será que ainda estamos longe desses hábitos de interacção social? Será que tememos não estar à altura da reflexão do autor do post? E os alunos, tão habituados a interagir desta forma, porque o não fazem, ou quando o fazem é apenas para “agradar” ao professor? Temos de (re)inventar a interactividde, a construção colectiva da comunidade de utilizadores virtuais.
1 comentário:
Olá Cristina. Como o blogue está em construção (claro que deve estar sempre, mas percebo que a "construção" se refere às componentes básicas) não me vou pronunciar quanto ao grafismo. Gostei muito do texto que considero muito rico e bem organizado.
Desde há anos que comecei a conhecer blogues de escolas, de BEs, de professores, de disciplinas e sinto que são uma mais valia para divulgação de actividades a acontecer ou já acontecidas e para intercâmbio entre escolas, como referes. No último ano lectivo foi interessantíssimo o movimento de informação paralela dinamizado através dos blogues.
Concordo que a autoria partilhada e a intervenção de alunos vem enriquecer todo o processo. O blogue possui diversas mais-valias como a facilidade de publicação, as diversas ferramentas que lhe podem ser associadas etc, mas há duas mais-valias que destaco. Uma tem a ver com a possibilidades de deixar comentários, como este, o que permite discussão, trocas de opinião, enriquecimento, através de achegas, do texto base, entre autor(es) e leitores; a segunda tem a ver com a lista de ligações externas que permite um cruzamento de cruzamento de blogues muito interessante, sobretudo se essas ligações estiverem ordenadas por temáticas. Tal como referes, é, contudo, de lamentar que muitos leitores não manifestem a sua opinião quando lêem os blogues, deixando belos posts sem comentários, limitando assim a interactividade.
Fica bem
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